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São Leonardo
Nascimento e morte: não temos essa informação
Ao longo da vida



eremita
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Pouco se sabe com segurança sobre são Leonardo de Noblac: a biografia mais antiga a seu respeito, do século XI, não tem valor histórico, de modo que boa parte do que se narra a seguir vem apenas da tradição. Natural de Limoges, na França, ele nasceu no início do século VI. Conta-se que pertencia a uma nobre família franca, do tempo do rei Clóvis.
Sendo de origem nobre, deveria alistar-se, mas permaneceu ao lado do arcebispo de Reims. Empenhou-se em conseguir a soltura de prisioneiros de guerra e, segundo a tradição, obteve do rei a libertação de um grande número deles. Conta-se também que recusou as honras de bispo que o rei Clóvis lhe ofereceu. Ainda segundo a tradição, entrou num mosteiro em Micy, perto de Orléans, e mais tarde seguiu para a Aquitânia, onde anunciou o Evangelho.
Escolheu a vida solitária de eremita. A tradição conta que sua oração garantiu um parto seguro à rainha dos francos. Conta-se ainda que o rei lhe deu uma propriedade em Noblac, perto de Limoges, onde ele fundou um mosteiro. Segundo a tradição, o rei Clóvis autorizou o eremita a construir um mosteiro. Também se conta que ficou conhecido pela santidade e por milagres, sobretudo a libertação de cativos.
Ele é registrado em Limoges, na Aquitânia, como confessor. Não há sinal de veneração a ele antes do século XI, mas desde então o culto se espalhou amplamente. Aos poucos, igrejas foram consagradas a ele na França e em toda a Europa ocidental, e a devoção chegou à Inglaterra, Bélgica, Espanha, Itália, Suíça, Alemanha (sobretudo Baviera), Boêmia e Polônia. No fim do século XI, seu nome já era famoso entre os cruzados aprisionados pelos muçulmanos. Peregrinos, inclusive reis, príncipes e altas autoridades da Igreja, afluíam a Noblac, hoje chamada Saint-Léonard.
O mosteiro ligado a ele é hoje uma parada do Caminho de Santiago. Segundo a tradição, atribuem-se a ele muitos milagres, e só em Inchenhofen, na Baviera, há registro de cerca de 4000 graças entre os séculos XIV e XVIII. Conta-se que libertava cativos e socorria parturientes, endemoninhados e doentes, tanto pessoas quanto animais. Costuma ser representado segurando correntes nas mãos. Sua festa é celebrada no mês de novembro.