Santo Diário

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Como este site é feito

O Santo Diário é um site católico apostólico romano. Em matéria de fé, de moral e de classificação canônica, a autoridade é o Magistério da Santa Sé. Quando uma fonte qualquer discorda da Santa Sé, prevalece a Santa Sé.

De onde vêm os dados

As 1551 pessoas listadas aqui — 406 santos, 628 beatos e 517 veneráveis — vêm do Dicastério para as Causas dos Santos, o órgão da Santa Sé que declara quem é venerável, beato e santo. Não é um site que comenta a Igreja: é a própria fonte do ato canônico.

Cada página guarda o endereço da ficha de onde veio, para qualquer um conferir.

Por que há dois tipos de verbete

O Dicastério guarda a ficha de quem passou pelo processo moderno de canonização. São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 e Santa Clara em 1255 — séculos antes de esse processo existir. Não há ficha deles lá, e nunca haverá. O que decide não é a data da morte, e sim a do ato: Santo Alberto Magno morreu em 1280 e está no Dicastério, porque quem o canonizou foi Pio XI, em 1931.

Por isso o site tem também o santoral da Santa Sé — a lista de quem a Igreja recorda em cada dia, publicada pela Vatican News. É dela que vêm os santos antigos. Essas páginas são mais magras de propósito, e dizem isso: não trazem a escada da causa, porque não existe ato canônico moderno a mostrar. Cada uma leva o crédito e o link para a fonte.

As quatro classificações

Servo de Deus — a causa foi aberta e a Igreja começou a investigar a vida da pessoa. Venerável — o Papa reconheceu as virtudes heroicas ou o martírio. Beato — o culto é permitido em âmbito local. Santo — o culto se estende à Igreja universal.

A data de festa

825 pessoas têm memória litúrgica registrada, como consta nas fichas do Dicastério. Veneráveis não têm: a venerabilidade reconhece as virtudes heroicas, mas não autoriza culto público. Só beatos e santos têm memória.

As imagens

Os retratos vêm das fichas do Dicastério, e estão aqui com autorização escrita dele, de 19 de setembro de 2025: a coleta, o armazenamento e a republicação em meio digital foram liberados para fins pastorais, educativos e informativos. As imagens são usadas tal como o Dicastério as publica — sem recorte e sem adaptação —, e cada uma leva a fonte exigida: Dicastero delle Cause dei Santi – Santa Sede (causesanti.va).

Onde o Dicastério não publica retrato, entra imagem de domínio público do Wikimedia Commons, creditada e marcada como acervo ainda não conferido. Quando uma imagem for gerada por inteligência artificial (IA), a legenda informa explicitamente que se trata de uma ilustração, não de uma fotografia da pessoa. As ilustrações das fases da vida podem usar fotografias históricas de domínio público ou com licença que permita adaptações, com indicação da referência utilizada. São interpretações artísticas, sem garantia de exatidão dos traços ou das cores. Quando a aparência de uma fase for estimada, isso também será informado. Os retratos do Dicastério não são usados como base para gerar ou modificar imagens.

Créditos das ilustrações

Ilustrações das fases da vida feitas a partir de obras com licença Creative Commons:

Os documentos

Os 424 documentos do Magistério estão aqui com título, papa, tipo e data — e, onde a Santa Sé já o publicou, com o texto integral para ler nesta página. Por muito tempo o site foi só catálogo: o título levava o leitor embora, para o vatican.va. Duas cartas mudaram isso — a do Dicastério para a Comunicação (16/09/2025) e a da Libreria Editrice Vaticana (20/09/2025), que é a editora da Santa Sé e detém os direitos.

A fonte continua dita, com o link para o original, no pé de cada documento. O que mudou é que ela deixou de ser a porta de saída e virou o que sempre deveria ter sido: uma referência.

Créditos e autorizações

Os dados de santos, beatos e veneráveis vêm do Dicastério para as Causas dos Santos, da Santa Sé. Os documentos do Magistério vêm do vatican.va e são republicados aqui com autorização escrita da Santa Sé.

A Liturgia Diária traz o texto litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (© CNBB – Todos os direitos reservados), colhido da Canção Nova (Fundação João Paulo II), com autorização. O santoral vem da Vatican News, da Santa Sé (© Dicastery for Communication – Holy See).

A página dos Papas reúne só fatos (número, nome, datas, origem, santidade), cruzados entre três fontes: a lista oficial do Vaticano (vatican.va, do Annuario Pontificio), o Wikidata (CC0) e a Catholic Encyclopedia de 1911 (a lista de papas e o verbete de cada papa; domínio público, pelo New Advent). Onde as fontes divergem, a página não escolhe: deixa a data em branco.

As pinturas nas laterais das páginas são recriações digitais de obras em domínio público e da iconografia tradicional: Guercino, Elias alimentado pelos corvos (1620); Peter Paul Rubens, O martírio de Santo André (1638–1639); Nicolas de Plattemontagne, Paulo e Silas deixando a prisão em Filipos; Benjamin West, São Pedro pregando em Pentecostes; Rafael, A Sagrada Família com o cordeiro (1507); iconografia tradicional, Sagrados Corações de Jesus e Maria; Peter Paul Rubens, A Imaculada Conceição (1628); Guido Reni, São Miguel Arcanjo (1635); Philippe de Champaigne, A Anunciação (1644); pintura barroca de Córdoba, São Rafael Arcanjo (séc. XVII).

As biografias

As fichas do Dicastério são em italiano. As biografias aqui são traduzidas para o português, e o texto italiano original fica guardado ao lado de cada uma, para conferência contra a fonte.