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São Vítor I
Nascimento e morte: não temos essa informação
Ao longo da vida
papa
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O primeiro papa africano
Segundo o Liber Pontificalis, Vítor era natural da África e filho de um certo Félix. As fontes antigas não concordam sobre as datas do pontificado; a Catholic Encyclopedia o situa aproximadamente entre 189 e 198 ou 199. Foi um período de relativa tranquilidade para a Igreja, sob o imperador Cômodo: Márcia, mulher próxima do imperador e favorável aos cristãos, pediu ao papa a lista dos fiéis condenados às minas da Sardenha e, obtido o perdão imperial, mandou o presbítero Jacinto libertá-los. Entre eles estava Calisto, futuro papa.
A questão da Páscoa
O pontificado ficou marcado pela controvérsia sobre a data da Páscoa. Os cristãos vindos da Ásia Menor, inclusive em Roma, celebravam-na no dia 14 do mês judaico de Nisã, qualquer que fosse o dia da semana, enquanto Roma e a maior parte das Igrejas a celebravam no domingo. Vítor escreveu a Polícrates de Éfeso, que se recusou a abandonar o costume, e reuniu um sínodo dos bispos da Itália, o primeiro sínodo romano de que se tem notícia. Pediu também o parecer de outras regiões — Palestina, Ponto, Gália, Osroena, Corinto —, todas favoráveis ao domingo. Ordenou então aos bispos da Ásia que se conformassem, sob pena de exclusão da comunhão. Santo Ireneu de Lyon e outros intervieram pedindo moderação e lembrando que os papas anteriores haviam mantido a paz apesar da diferença de costumes.
Vítor enfrentou ainda Teodoto, o curtidor, rico cristão de Bizâncio que ensinava que Cristo era um simples homem, revestido do Espírito Santo no batismo — doutrina chamada depois de adocionismo —, e o excluiu da Igreja. Teve de lidar também com o cisma de Blasto, ligado à questão pascal, e com o presbítero Florino, que aderira ao gnosticismo. São Jerônimo o chama de primeiro escritor latino da Igreja, mas das suas obras restam apenas notícias das cartas sobre a Páscoa. O resumo da Vatican News diz que morreu em 199, provavelmente mártir, sob Sétimo Severo; a Catholic Encyclopedia não confirma o martírio. A memória é em 28 de julho.
De onde vem esta página
Do santoral da Santa Sé — a lista de quem a Igreja recorda em cada dia —, publicado pela Vatican News. Não do Dicastério para as Causas dos Santos, e há uma razão para isso.
O Dicastério guarda a ficha de quem passou pelo processo moderno de canonização. Os santos mais antigos foram canonizados séculos antes de esse processo existir: São Francisco de Assis em 1228, Santa Clara em 1255. Não há ficha deles lá, e nunca haverá. Os dados da ficha desta página (anos de vida e atos da causa) vêm das fontes citadas logo abaixo da escada; onde nenhuma fonte os dá, a ficha diz "não temos essa informação".
Fonte: Vatican News — Santa Sé © Dicastery for Communication – Holy See. All rights reserved.