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São Clemente I
Nascimento: não temos essa informação · Morte: c. 99
Ao longo da vida



papa e mártir: suas relíquias são veneradas na igreja com seu nome
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Clemente é o primeiro sucessor de Pedro de quem se sabe algo definido, e também o primeiro dos chamados Padres Apostólicos. Contando Pedro, foi o quarto papa, embora as listas antigas discordem sobre a ordem dos primeiros sucessores do apóstolo. Tertuliano, por volta de 199, registra que a Igreja de Roma o dizia ordenado pelo próprio Pedro, e Ireneu afirma que ele viu os apóstolos e conversou com eles. Orígenes e outros antigos o identificaram com o colaborador de Paulo mencionado em Filipenses, mas, nesse ponto, a Catholic Encyclopedia discorda: julga que esse era provavelmente de Filipos. Tampouco era o cônsul Flávio Clemente, morto por Domiciano; é provável que fosse liberto, ou filho de liberto, da casa imperial.
O único escrito autêntico que ficou dele é a carta aos coríntios, enviada em nome da Igreja de Roma para acalmar uma sedição contra os dirigentes de Corinto. Clemente começa pedindo desculpas pela demora: calamidades sucessivas caíam sobre os cristãos de Roma, o que se refere à perseguição de Domiciano. Ele lembra que a inveja perseguiu Pedro e Paulo até o martírio e que os apóstolos, prevendo disputas, providenciaram a sucessão de bispos e diáconos. Eusébio considera a carta autêntica, longa e de grande valor, e diz que muitas igrejas a liam em público. Dionísio, bispo de Corinto, escrevendo ao papa Sotero, mostra que os coríntios a liam na igreja desde o início.
Da vida e da morte de Clemente quase nada é seguro. Eusébio o faz morrer no 3º ano de Trajano, depois de nove anos de governo, enquanto a cronologia de Hegésipo aponta o 2º; as fontes divergem por um ano. Segundo o Martirológio Romano de 1916, na perseguição de Trajano, foi banido para o Quersoneso e lançado ao mar com uma âncora no pescoço. Essa tradição vem de Atas gregas apócrifas, não anteriores ao século IV, e a primeira menção a ele como mártir é de Rufino, por volta de 400; a falta de tradição de sepultamento em Roma favorece a morte no exílio. Por volta de 868, Cirilo achou na Crimeia ossos e uma âncora e os trouxe a Roma; as fontes divergem sobre o papa que os recebeu: a Catholic Encyclopedia diz Adriano II, que os guardou no altar-mor da basílica dedicada a Clemente, e o Martirológio diz Nicolau I. A atual basílica foi erguida no início do século XII por Pascoal II, sobre uma igreja mais antiga, desenterrada em 1858.